26/05/2007

Muitos assistem calados os momentos de medo que sentem
(talvez eu seja um deles também).
Hesitar é um refúgio daqueles que mentem sobre sua força.
Em passos largos, aproxima-se o irreversível,
tomando para si nossas escolhas, sempre exclusivas.

Não sou eu que o digo; são as leis da física.

Indecisão é a mãe de todo passado impossível.
A liberdade para cometer novos erros
é o combustível de nosso pequenos acertos.
Negar suas possibilidades é fugir do problema
e é bom lembrar-se bem disso.
Ter saudade do que nunca foi não faz nenhum sentido,
mas faz boa poesia.
Seguir adiante e tatuar na própria pele certezas
humanas e mutáveis é uma boa prova
de que ainda sentimos amor e medo
nesse estar chamado vida.

1 comentários:

Stella Polaris disse...

Não acho que seja o irreversível que se aproxima a largos passos, mas justamente o medo de bater de frente nele.

E a saudade do que nunca foi faz mais sentido que muitos filmes do buñuel. Ou então, extrapolando, não faz sentido algum; e aí te pergunto uma dúvida que paira na minha cabeça já há algumas semanas: o que é passível de sentido é possível de sentido?

Belíssimo o blog.

Nos vemos na Unicamp?

Beijos!